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Você é o culpado de tudo dar errado?

Você é o culpado de tudo dar errado?

Antes de começarmos, quero te assegurar que a resposta dessa pergunta é não. Mas se isso ainda não te acalmou, vou pedir para você seguir a leitura até o final desse artigo porque eu posso te dar uma resposta do porquê você acha que a culpa é sempre sua.

Se você se identificar com alguma coisa nesse texto, fique tranquilo que eu prometo que tem uma solução, combinado?

Antes de me aprofundar no tema, preciso antes te explicar o motivo de você ter essa tendência de pensamento. Todos nós pensamos isso uma vez ou outra, e tem uma explicação biológica desse fenômeno. São os chamados “atalhos preguiçosos”.

 Você já deve ter percebido que, de vez em quando, você pula para algumas conclusões sem nem ter pensado direito no assunto. Sabe aquela coisa que você faz sem nem pensar sobre aquilo? Pois é. A neurociência chama esses atalhos preguiçosos do nosso cérebro de vieses cognitivos.

O Daniel Kahneman, autor do livro “Rápido e Devagar”, define junto com o pesquisador Mark Riepe o termo “ilusão cognitiva”. Para eles, a ilusão ou o viés cognitivo é a tendência que o nosso pensamento tem de cometer erros sistemáticos durante os processos de tomada de decisão.

E essas ilusões levam a atalhos cognitivos que nós usamos inconscientemente para “facilitar” as 2 mil decisões que nós tomamos por hora, em média.

Afinal de contas, seria totalmente impossível receber e analisar minuciosamente toda informação que chega ao nosso cérebro se não tivéssemos a ajuda desses “pulinhos” do nosso cérebro.

Mas esses atalhos, que são úteis nos contextos e proporções necessárias, podem acabar viciando o nosso pensamento e nos paralisando em determinados comportamentos. Afinal, se toda vez a gente reage da mesma maneira à alguma situação, não temos a chance de melhorar e nos desenvolvermos.

Isso acontece porque o nosso cérebro está cuidando de nós e quer preservar o máximo de energia possível nas suas tarefas, tentando constantemente nos manter seguros. Quando nos colocamos em situações assustadoras nas quais nos sentimos vulneráveis, nossa mente subconsciente cria regras que garantem que situações dolorosas não acontecerão conosco novamente. É uma forma de extrema aversão ao risco que tem a ver com a nossa biologia.

Em resumo, o seu cérebro pode continuar a repetir antigos padrões de tomada de decisão para mantê-lo em sua zona de conforto, ao invés de ajudá-lo a atingir seu potencial máximo.

E é aí que entra um dos vieses de pensamento mais comuns, mas que mais impacta o nosso dia a dia: a personalização.

Sabe aquela tendência que a gente tem de achar que tudo é culpa nossa? Se você está lendo esse artigo, provavelmente sabe muito bem do que eu estou falando. Eu fico feliz em te dizer que tudo isso não passa da sua impressão, um dos atalhos do cérebro para fazer você ter certeza de uma coisa que não é baseada nos fatos.

A personalização acontece quando você conclui que cada evento negativo que acontece ao seu redor é sua culpa, mesmo quando você não é responsável pelo que está acontecendo.

Vamos ver algumas situações onde isso acontece muito claramente:

  • Se você chega no trabalho um dia e o seu chefe está irritado, você automaticamente pensa que deve ter sido algo que você fez que o deixou assim.
  • Você trata o fracasso dos seus filhos como se fossem a sua responsabilidade, então você se considera um péssimo pai mesmo quando fez quase tudo que podia.
  • Seu amigo está entediado e distraído em um almoço com você; logo, a única justificativa é que você é uma pessoa entediante.
  • “Estraguei tudo. O fim do relacionamento é tudo minha culpa.”

Se você se identifica com algumas dessas situações, quero te convidar a dar uma parada e pensar como a personalização está dificultando o seu caminho para a felicidade.

Mas, e se seu te dissesse que você pudesse desbloquear todo o seu potencial através de um conhecimento ancestral?

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Flávia Lippi
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Abraçadora profissional, apaixonada por gente. Tive tantos negócios que me apelidaram de startup humana. Tecnologia corre que nem sangue nas minhas veias. Me dedico a otimizar os potenciais humanos para que se tornem líderes inspiradores.

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