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Seja mais gentil com você

Seja mais gentil com você
Ariane Salomão
dez. 23 - 3 min de leitura
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Desde pequena me ensinaram a dar ao outro o que era meu, isso rendeu diversos brinquedos quebrados, birra por ter que compartilhar aquilo que mais amava com pessoas que não cuidariam como eu cuido, e julgamentos por não querer dividir. 

— Você é egoísta!

Claro que partilhar é importante e é na infância que aprendemos. Mas, vamos entender isso na questão estrutural?

Ao sermos obrigados a nos afastar do que é nosso para dar ao outro, entendemos que no campo de sentimentos isso também vai acontecer. Então ao invés de cuidar de mim para depois conseguir cuidar do outro, farei o caminho inverso e assim temos adultos quebrados, que se cobram demais e sem empatia com si mesmos. 

Como resolver essa equação que não se fecha?


Photo by Allef Vinicius on Unsplash

Com muita terapia. 

Aprendi a  me responsabilizar pelo que era meu e a dizer não com responsabilidade. Se não estou bem para cuidar daquilo, não adianta forçar o impossível. Cuidar da nossa própria saúde é darmos valor ao nosso bem mais valioso, que somos nós mesmos. Isso não quer dizer que nos tornaremos egoístas patológicos que não ligam para nada. Mas, que entenderemos os nossos limites e que para distribuir um sentimento genuíno devemos nos amar antes. 

Como fazer isso?

  • Conhecer o seu limite é entender até onde consegue ir e, caso extrapole, como fazer para voltar e se recompor. 
  • Outro ponto é não se anular perante as adversidades, entender seus sentimentos e não exclui-los é importante para que consiga lidar com eles. 
  • Exigir mais de si mesmo e pouco dos outros abre brechas para relacionamentos que irão tirar muito de si. Você também merece amor, carinho e respeito, da mesma forma que dá ao outro.
  • Não se anular perante os obstáculos, achar que é uma pessoa ruim porque não conseguiu chegar lá, ou que fracassou porque está com 30 anos e sem a profissão dos sonhos é anular-se e machucar a  si mesma.Você está no seu tempo e onde deve estar. E ao invés de se anular, veja o que pode movimentar, o que pode mudar para chegar onde quer.
  • Se responsabilize. Culpa é um sentimento que corrói e não movimenta, entenda a sua responsabilidade na sua desordem e absorva para si o que pode alterar. Responsabilidade é quando entendemos o que é nosso e conseguimos, a partir dali, fazer um movimento. 

Os passos acima foram os passos que segui. Em três anos de análise (e contando) entendi o que eu era, o que era meu e a ser mais amável comigo. É um processo importante e longo, mas que vale a pena ❤️

Créditos da capa: Photo by Caroline Veronez on Unsplash

 


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Ariane Salomão

Estrategista de Marketing de Conteúdo, Salomão - Marketing Estratégico

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