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Saúde Mental e redes sociais, dá match?

Saúde Mental e redes sociais, dá match?
Laíze de Barros
nov. 10 - 2 min de leitura
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Ansiedade. Insônia. Burnout. Depressão. Apatia.

Tristeza. Desânimo. Síndrome do pânico. Apagamento.

A relação entre saúde mental e redes sociais tem ganhado os holofotes devido aos evidentes impactos negativos em nossa saúde mental.

Segundo Ronaldo Lemos, professor e especialista em Sociedade e Tecnologia, vivemos uma Grande ruptura que traz uma mudança de paradigmas com o desprezo à produção cultural e sua tradição e que gera uma “cultura da ansiedade”.

A “cultura da ansiedade” tem 2 características principais:

Apelo exagerado às emoções e ao pensamento rápido.

As imagens com derivações de ansiedade e que transmitem uma emoção (medo, pânico, estresse, tensão, horror) e suas contraposições (relaxamento, meditação, tranquilidade, distração) são campeãs de engajamento.

A psicanalista Maria Homem usa os termos egos inflados e superegos Supercríticos para tecer relações entre saúde mental e redes sociais.

Nas redes sociais assistimos à transformação de egos, instância psíquica responsável por nosso contato com a realidade, em Egos inflados. E superegos, instância psíquica responsável pela internalização das regras sociais e de julgamentos para tomada de decisão, em Superegos Supercríticos.

Boa parte da ansiedade que sentimos deve-se à sensação de inferioridade criada a partir da amplificação de comparações que levam à sensação de inferioridade.

Nas redes sociais é comum vermos “super pessoas”, “super bem-sucedidas”, “superfelizes”, são os egos inflados!

E de outro lado, complementar, há pessoas cumprindo o papel de superegos Super críticos que julgam e comparam uns com outros esquecendo que a riqueza está nas diferenças.

As imagens nos atraem com gratificações imediatas que pedem uma tomada de decisão rápida, como no caso dos memes.

Nos obrigam a privilegiar um tipo de pensamento definido pelo Nobel de Economia, Daniel Kahneman como “pensar rápido” em contraposição ao “pensar devagar”.

As características do “pensar rápido” são a resposta automática, sem elaboração e com forte apelo emocional.

Para uma inserção de poucas horas ao dia nas redes sociais, é divertido e compreensível que usemos o “pensar rápido”, mas se pensarmos em uma exposição de “7 por 24”, é danoso.

Conscientes poderemos deixar de ser isca para sermos protagonistas de um modelo de atuação nas redes sociais mais saudável e produtivo.

#saúdemental #pandemia #redessociais #mentoriavidaecarreira #cuidandodagente


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Laíze de Barros

Professora universitária, psicóloga e mentora para Jornadas de Aprendizagem, Laize de Barros

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