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Qual tom do teu conteúdo? Ele diz muito da sua marca

Qual tom do teu conteúdo? Ele diz muito da sua marca

Comunicação integrada não significa produzir conteúdo para todas as redes sociais, muito menos usar informações iguais em todos os canais.

No livro Conteúdo SA, Joe Pulizzi propõe um modelo do mesmo nome, em que, a partir de um ponto ideal, o empreendedor possa transformar seu conteúdo em modelo de negócios.

O ponto de partida, segundo Pulizzi, para a produção de conteúdo, seria encontrar um ponto de interseção entre o conhecimento e paixão.

Depois disso, o segundo passo adiante dessa definição é o enfoque ou ajuste, ou seja,a hora em que cada empreendedor encontra seu ponto de diferenciação, onde há nichos e menor concorrência.

Fazendo ajustes para focar

Somente após a definição do tema e enfoque, é que é a hora de pensar em canais e plataformas com a estratégia da comunicação integrada. Assim, define-se o canal principal para a distribuição do conteúdo e conversão da base de fãs em assinantes.

Outro momento muito importante da estratégia digital sugerida no livro é a diversificação, na qual o fluxo de conteúdo começa a ir além da rede social principal e a empresa começa e investir em novos espaços.

Podemos ver como a construção de uma base e o cultivo do relacionamento com o público são essenciais antes de se iniciar a monetização.

Além das vendas

Assim, quando se foca apenas em venda e se adota uma estratégia agressiva, com uso de gatilhos, corre-se o risco de perder a qualidade e também a relação com o público. 

Conforme podemos perceber, Pulizzi acredita que , muito melhor que um trabalho agressivo e massivo, em que todos fazem o mesmo, o importante é oferecer conteúdo segmentado e que o conteúdo digital seja ‘um compromisso de longo prazo’.

Conteúdo + comunicação integrada

Pullizi orienta que antes de criar uma ampla gama de canais, é necessário “avançar pequeno para ficar grande”, sendo estratégia digital antes de tudo, o ato de escolher em que não focar e o que não fazer mais.

Então, muito mais que informação , para gerar engajamento, é necessária a partilhar de conhecimento, fruto adquiro de experiencias e estudos.

Ou seja, para começar o trabalho de conteúdo, concentre-se em um público, mesmo que ainda pequeno e torne-se a maior referência dentro desse tema.

Tripé do conteúdo na comunicação integrada

O tripé do conteúdo, para Pullizi, seria formado pelo tamanho, forma e profundidade do conteúdo, seguido pela definição de persona: quem é? O que faz? Quais suas necessidades e com o que se preocupa?

Para quem quer, além de redes sociais, ter autoridade digital por meio de um blog, ele recomenda criar uma lista de 50 possíveis dúvidas que seu público tem e produzir esses conteúdos.

Fortalecendo autoridade

O trabalho bem sucedido de conteúdo digital, dessa forma, deve unir um posicionamento de autoridade nos mecanismos de busca e relacionamento por meio das mídias sociais.

Antes de sair cegamente criando conteúdo para redes sociais, precisamos considerar duas variáveis: o controle que temos das plataformas e o alcance que o conteúdo terá.

Considere, por exemplo, no Youtube podemos ter um alto alcance, mas temos baixo controle.

Missão editorial

Depois de encontrar o espaço de mídia própria em que a marca tem melhor desempenho, é hora de definir a “missão editorial”, ou seja, o que orientará os seus esforços de conteúdo.

A missão de conteúdo deve sempre considerar público, formato e resultados esperados.

O autor recomenda que não se deve focar o trabalho de conteúdo elegendo a plataforma principal como o conteúdo em torno das redes sociais. As redes sociais precisam ser a fonte que direciona para sua mídia própria, ou seja, seu site.

Por outro lado, para criar esse conteúdo relevante, é fundamental analisar as tendências, fazer análise de dados e buscar a distribuição do conteúdo.

Reaproveitamento de conteúdo

Além de produzir conteúdo, é importante também utilizar a técnica de distribuição de conteúdo e microhistórias, em que uma ideia principal de conteúdo é desdobrada em outros, uma espécie de promoção cruzada.

Um dos benefícios da técnica de reaproveitamento de conteúdo é prolongar a longevidade e seu ciclo de vida, facilitando a chamada “encontrabilidade do conteúdo”.

Dessa forma, para cada palavra-chave e conteúdo estratégico, é importante considerar também posicionamento, desempenho, tendências, o quanto esse conteúdo está gerando de tráfego.

Assim, depois de adotar essa técnica, é hora de mensurar e avaliar que tipo de conteúdo está tendo melhor desempenho: conteúdos educativos, de vendas ou de relacionamento.

Tom de voz da marca

Além de criar, publicar, entregar e mensurar, é necessário ter um tom de voz claro, que reforce como sua marca quer ser lembrada.

Ou seja, além de estar presente nas redes, também é importante oferecer pensar em formas de monetização do seu negócio, voltado para a mínima audiência viável. Dentre as formas de monetização, pode ser adotado o modelo de assinatura, criação de uma plataforma de membros, dentre outros.

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Comunidade Marketing de Gentileza
Isabela Pimentel
Isabela Pimentel Seguir

Consultora em Planejamento de Comunicação Integrada e Gestão de Crises |Mestre em Mídias Digitais (UFRJ) | Professora de Pós-Graduação.

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