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Jornalismo Opinativo – informação e articulação de ideias

Jornalismo Opinativo – informação e articulação de ideias
Bianca Piquet
dez. 15 - 8 min de leitura
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Você é daquelas pessoas que assiste ao jornal e fica conversando com o apresentador sobre a notícia que está sendo exibida? Ou lê o jornal impresso e fica dialogando sozinha sobre aquilo? Mas essas opiniões são fundamentadas em fatos ou são só dá sua cabeça? Pois isso faz toda diferença quando falamos de gênero opinativo no Jornalismo – que envolve informações bem apuradas, articulação de ideias e expressão profissional da experiência no assunto.

desenho Os Simpsons. Desenho animado. Uma TV, o Jornalista larga os papéis da notícia, pega o celular, fala adeus e sai correndo. Ao fundo o cartaz TV News, canal 6. O personagem tem pele amarela, cabelo curto e branco, usa terno marrom. Fonte Giphy - artigo Bianca Piquet

O gênero jornalístico opinativo é aquele em que o jornalista (articulista, especialista etc.) apresenta um juízo sobre determinado fato. Expressa a sua ideia, um parecer sobre determinada ocorrência. O jornalista, ou pessoa convidada a falar, manifesta o seu modo particular / pessoal de falar – seja essa avaliação favorável ou não.

O texto apresenta a identidade explicita desta pessoa, seu nome, profissão, função, formação – a ideia de revelar essa identidade serve para mostrar “quem é ela na fila do pão”, qual a relevância de sua opinião e para potencial responsabilização por sua fala – lembrando que a manifestação do pensamento é livre, sendo vedado o anonimato (IV) – conforme prevê a Constituição Federal Brasileira (88).

Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros afirma que a opinião manifestada em meios de informação deve ser exercida com responsabilidade. Tendo sempre como base premissa que “a divulgação da informação precisa e correta é dever dos meios de comunicação e deve ser cumprida independentemente da linha política de seus proprietários e/ou diretores ou da natureza econômica de suas empresas. E que a produção e a divulgação da informação devem se pautar pela veracidade dos fatos e ter por finalidade o interesse público” (FENAJ, 2007).

Os jornalistas ou demais indivíduos que assinam tais textos assumem suas responsabilidades legais. A Lei brasileira igualmente expressa ser assegurado o direito de resposta a quem se ofender, proporcional ao agravo, além de direito indenização por dano material, moral ou à imagem.

As instituições que representam o veículo de comunicação são isentas de responsabilidade direta pelo que a pessoa autora do texto disse. Porém, não ter responsabilidade legal direta não significa que os leitores e outras instituições não possam espelhar seus sentimentos (negativos ou positivos) gerados pelo texto no jornal.

Um artigo que cause repulsa pública nos leitores atingirá o jornal, afinal, cedeu espaço para aquele texto e publicou aquilo de forma consciente.

Para que fique mais explícito - uma comparação: lá no gênero interpretativo (explicativo) há a pretensa imparcialidade do jornalista / especialista quanto ao valor daquela consequência. Mostrando um panorama mais amplo que aquela ocorrência implica. Já aqui na opinião o jornalista dirá, conforme sua avaliação pessoal, se aquilo é bom ou não na perspectiva dele. É o seu posicionamento diante daquele caso.

Antes de partir para a enumeração dos gêneros textuais opinativos, vale esse alerta – óbvio, mas que precisa ser dito!

Racismo não é opinião! Homofobia não é opinião! Racismo e homofobia são crimes!

É obrigação constitucional a defesa e garantia do bem de todos – “sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação não se enquadram”.

Seja qualquer nível de Governo, seja instituição pública ou privada, cada cidadão individualmente – todos devem atuar para “assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundamentada na harmonia social”, entre outros princípios previstos na atual Constituição Brasileira.

Desenho animado. Um urso marrom usando óculos de grau está sentado em uma poltrona azul. Ele lê jornal impresso, onde tem a palavra News-Notícia. Ele lê e fala - sem som. como se comentasse a notícia- artigo Bianca Piquet. Fonte Giphy.

Artigo

“O artigo é o gênero que democratiza a opinião no jornalismo, tornando-a não um privilégio da instituição jornalística e de seus profissionais, mas possibilitando o seu acesso às lideranças emergentes na sociedade. É claro que essa democratização constitui uma decorrência do espírito de cada veículo: sua disposição para abrir-se à sociedade e instituir o debate permanente dos problemas nacionais”. (MELO, 1985 apud Seixas, 2009) 

Artigos jornalísticos são textos opinativos sobre um tema específico. É a interpretação do escritor (ou grupo de pessoas) sobre determinada pauta.

Esse gênero textual pode ser escrito por alguém que não exerça função direta e exclusiva com o jornal. Pode ser um convite especial para aquele caso. Não está relacionado a frequência.

Editorial

O Editorial é a opinião institucional do veículo de comunicação. O conjunto de editores e/ou gestores do jornal, por exemplo, manifesta seu posicionamento a respeito de determinado assunto.

Geralmente a assinatura leva o nome do próprio jornal. Por vezes, também sai assinado pela pessoa que assume o cargo de editor-chefe.

Coluna

O texto em si da coluna tem semelhanças com a lógica do artigo. Um escritor emite sua opinião sobre uma pauta para aquela revista ou jornal (impresso ou online). A característica mais específica é a frequência. Aquela pessoa tem um espaço cativo, aquela coluna é dela. E seus textos são publicados com regularidade – pode ser semanal, mensal etc.

Resenha

A característica essencial da resenha é ser um sumário crítico de uma obra, publicado na imprensa.

Resenha está relacionada ao ato de enumerar, de trazer uma relação minuciosa de determinado assunto definido.

Resenhas são muito comuns em editorias culturais, por exemplo. Há a resenha de um filme, uma peça de teatro, um evento, um desfile. Entre outras pautas.

Atenção - Resenha não é sinônimo de resumo. O resumo é a versão condensada de um acontecimento. É uma síntese objetiva. A resenha é gênero opinativo. Tem a impressão pessoal de quem está escrevendo.

Pode ser uma resenha crítica em que se enumera os pontos positivos e / ou negativos do novo filme, segundo julgamento de tal jornalista e a justificativa daquela opinião. E pode ser mais descritiva, agregando informações adicionais, que extrapolam a análise daquele filme. Por exemplo, comparando com outras tramas, outros trabalhos da protagonista. Comentar que o elenco está engajado em causas sociais fora das telas...

Carta do Leitor

O nome deste gênero é autoexplicativo. O público envia para o veículo de comunicação cartas (e-mails, mensagens por chat e ouvidoria, telefonemas etc.)  com sua opinião, pedido, denúncia, sugestão sobre assuntos.

Quem escreve é o responsável por aquela informação e opinião. O veículo divulga essas cartas em seção especial da revista, programa de rádio ou jornal.

Comentário

“Comentar é fazer observações sobre. Analisar, discutir, interpretar (textos, fatos, notícias). Comentários são observações e esclarecimentos sobre um fato ou obra artística ou científica. A pessoa incumbida dos comentários, emissoras de rádio ou televisão ou periódicos são os comentaristas ou comentadores” (Larousse Cultural, 1992)

Comentário como gênero jornalístico é o marcado por sua brevidade.

E a figura mais popular é a do comentarista de futebol. Todo jogo tem aquela pessoa com experiência no assunto emitindo sua opinião sobre o jogo. Mas pode haver comentarista em inúmeras pautas e editorias.              

Crônica

Por último dessa relação, mas não menos importante, está a crônica. A marca registrada é sua fala do cotidiano. Estes textos, publicados em jornais e revistas ou narrados em rádio, podem tratar de fatos ou serem romanceados, por isso, seu caráter que mistura informação, opinião e imaginação.

Assim, é visto, por muitos, como gênero opinativo, mas por ter um caráter mais subjetivo, mais romanceado, pode ser visto também como gênero que se aproxima da literatura – passando a ser listado como gênero textual conhecido como “jornalismo literário ou jornalismo de não-ficção”.

Pode ser narrativa, descritiva, lírica, de humor, filosófica... Sem perder seu caráter jornalístico, que é o tema desse nosso diálogo.

Outra característica marcante da crônica é seu relato de acontecimentos em uma ordem cronológica estabelecida. Os eventos respeitam uma ordem temporal, uma cronologia de eventos.

Barra de cor preta para demarcar o final do artigo. Na ponta direita a foto de rosto da autora, Bianca Piquet, mulher branca, sorri, olhos castanhos. Cabelo preto, longo e liso. Sorri.

Quer saber mais sobre Gêneros Jornalísticos?

Aqui na Comunidade Marketing de Gentileza eu já escrevi sobre:

Mas se quiser saber tudo de uma vez sobre os gêneros, tem esse artigo completão aqui:

Gênero Jornalístico: Informativo, Interpretativo, Opinativo, Diversional e Utilitário

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Bianca Piquet

Comunicação Social, Marketing Educacional e Social Media, Freelancer

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