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Gêneros do Jornalismo: Interpretativo

Gêneros do Jornalismo: Interpretativo
Bianca Piquet
dez. 6 - 8 min de leitura
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O Gênero Jornalístico Interpretativo tem muitos outros nomes, uma grande polêmica central e muita relevância histórica. Além de ser fonte de inspiração para produção de conteúdo, escrita criativa e valorização das formas de expressão.

GÊNEROS JORNALÍSTICOS

O Jornalismo como campo de estudo e atuação possui uma infinidade de gêneros. Esses Gêneros Jornalísticos reúnem técnicas, características, subgêneros e estruturas que ajudam a direcionar certas modalidades textuais.

Mas não são regras imutáveis. São apenas orientações, características que são citadas para tornar o entendimento mais didático. Afinal, estamos falando sobre um assunto imerso no campo de conhecimento das ciências humanas e dos estudos da sociedade. Um mundo plural, dinâmico e em constante transformação.

Entre os Gêneros Jornalísticos podemos citar algumas classificações: Gênero Informativo; Gênero Opinativo; Gênero Diversional; Gênero Utilitário e Gênero Interpretativo – sobre o qual iremos dialogar.

Todos eles vinculados aos critérios da ética jornalística e o compromisso “profissional com a verdade no relato dos fatos, razão pela qual ele deve pautar seu trabalho pela precisa apuração e pela sua correta divulgação”.

Fundo roxo. Homem no meio da tela abre em suas mãos um jornal impresso, se impacta com a notícia lida, olha para a tela com expressão de tensão. Bem humorado. Ele veste blusa de manga curta, com golas e cor rosa. Ele é branco, cabelo liso, curto, volumoso e preto. Usa barba e bigode curtos. Arte - Giphy;com - artigo Bianca Piquet

GÊNERO JORNALÍSTICO INTERPRETATIVO

Conforme a chamada do artigo anunciou, o jornalismo interpretativo é também conhecido como jornalismo explicativo, jornalismo em profundidade, jornalismo motivacional, novo jornalismo entre outras possíveis nomenclaturas.

Cada autor, estudioso do assunto, cada país, linha de estudo ou contexto social trouxe sua perspectiva e, vide propostas em comum, o gênero foi sendo reunido dentro do mesmo paradigma.

POLÊMICA DO JORNALISMO INTERPRETATIVO

O debate se dá porque “interpretação” pode soar e forma dúbia como uma intervenção, uma representação. Neste caso soaria mais como opinião. Entretanto, a expectativa se vale da intenção em explicar um acontecimento, de um texto; um comentário crítico. Um viés “educativo”.

Nilson Lage categoriza o jornalismo interpretativo como subgênero da reportagem e a define por sua busca em analisar os fatos “pela perspectiva metodológica de dada ciência”. (Lage apud Pena, 2005).

Temas complexos ou específicos são destrinchados em explicações para o público em geral. Economia, acordos políticos, descobertas da ciência, mudanças na legislação, entre outros. Há um resgate, uma contextualização da informação, agrega-se um histórico etc.

Lembre-se que a informação dos veículos de comunicação de massa transmite chega a todo tipo de público, então esse desdobramento é uma estratégia de qualificar esse entendimento.

Erbolato (2004) resume a tríade do jornalismo interpretativo:

“explicação das causas de um fato, localização dele no contexto social (ou histórico) e suas consequências”.

E exemplifica esse raciocínio:

“O repórter deve dar as mãos aos leitores e levá-los pelos caminhos de uma história, mesmo complicada, mas sem opinar. A explicação, contudo, é necessária. Quem lê num diário (jornal) que ‘índice de radioatividade na atmosfera duplicou nas duas últimas semanas” quer saber se esse aumento significa algo para a sua saúde, qual a causa da intensificação e o que vem a ser esse fenômeno. A apresentação das circunstâncias em que algo ocorreu dá elementos ao leitor, para que ele mesmo opine e avalie os fatos”. (Erbolato, 2004)

Meme de humor. Um homem está lendo jornal impresso, fica boquiaberto com o que leu. Sua cabeça explote e confetes coloridos se espalham. Fundo vermelho. Homem branco com barba e bigode bem cerrados. Pretos. Cabelo curto preto com grande topete. Fonte Giphy.com. Artigo Bianca Piquet

GÊNEROS TEXTUAIS DO JORNALISMO INTERPRETATIVO

Vamos conhecer agora algumas formas de redação do jornalismo interpretativo. Ou seja, formas gêneros textuais que possuem estilos, função, estruturas e outras características que frisam sua classificação como gênero jornalístico explicativo / interpretativo.

Entre os gêneros textuais, veremos:

  • Análise
  • Perfil
  • Enquete
  • Cronologia
  • Dossiê                                        

 

Análise

A análise é a visão crítica sobre determinado assunto, geralmente, feita por um especialista na área. Um exame mais minucioso para desfragmentar a informação de forma mais minuciosa. 

Um especialista ou alguém com notório saber no tema faz um relato daquele assunto, trazendo contextualizações, possíveis implicações.

Geralmente, a análise carrega a assinatura de quem a produziu. Diferente, por exemplo, de uma notícia breve e objetiva do gênero informativo que esteja sendo anunciada no Jornal Nacional.

E pode ser uma análise esportiva do jogo de futebol. Uma análise sobre a alta da inflação com um economista. Análise das escolas de samba no carnaval ou premiação do Óscar, com um especialista em cultura. Pode ser um analista político traçando uma avaliação das candidaturas à presidência e por aí vai.

 

Perfil

Essa palavra figura uma expressão bem comum: “traçar o perfil” de uma pessoa. Nos filmes policiais falam muito de investigação, de análise comportamental.

“Em jornalismo, perfil significa enfoque na pessoa – seja uma celebridade, seja um tipo popular, mas sempre o focalizado é o protagonista de uma história: sua própria vida. Diante desse herói (ou anti-herói), o repórter tem, via de regra, dois tipos de comportamento: ou mantém-se distante, deixando que o focalizado se pronuncie, ou compartilha com ele um determinado momento e passa ao leitor essa experiência”. (SODRÉ, 1986: 126 apud Braz; Sardinha, p.72)

Pode acontecer do perfil ser considerado um subgênero de entrevista, de reportagem ou outra classificação.

Para apresentar o perfil de alguém é esperado do jornalista uma série de entrevistas com outras pessoas, uma análise da pessoa perfilada por múltiplos ângulos.

Resgatar históricos, trajetórias, feitos, relacionamentos, comportamento padrão, valores, ideias... gênero com a qual se identifica, características físicas, familiares e o que estiver no contexto.

Como uma retrospectiva da vida daquela figura que sobre a qual se apura. A ideia é trazer muitas perspectivas, afinal, somos seres plurais em nossa identidade.

Durante a escrita, o jornalista pode se colocar como um “narrador-onisciente”, que apresenta aquele perfil, sem demonstrar seu envolvimento na informação. Ou pode se fazer presente como testemunha daquela experiência. 

Atenção - Um perfil jornalístico informativo deve, como tal, se basear em informações. Não abre espaço para mergulhar em subjetividades – esse caráter é para o gênero opinião ou para literatura de ficção.

 

Dossiê

Dossiê é uma coleção de documentos relativos à uma pessoa, uma instituição ou qualquer tipo de fonte e de assunto. São arquivos de histórico pessoal de alguém. Os processos de uma empresa.

Podem ser dados oficiais sobre uma investigação. Trâmites burocráticos sobre uma negociação.

Dentro do gênero jornalístico explicativo / interpretativo, esses documentos seriam traduzidos e contextualizados para o público em geral, conforme sua relevância, seu histórico e potenciais consequências iminentes dos fatos registrados.

 

Enquete

Enquete é um gênero interpretativo fácil de decifrar. Quem nunca participou de uma enquete? Quem nunca deu sua opinião sobre qualquer coisa?

Enquete é um levantamento de opinião, coleta da percepção de pessoas sobre um assunto. Uma pesquisa simplificada, com menos exigências metodológico, mas dentro do rigor jornalístico, com o mesmo critério ético.

Eu quero pizza de margarita e chocolate ao leite de sobremesa! Eu sou a favor da Educação Pública de qualidade para todos! Eu defendo a cota racial em concursos públicos. Eu quero coleta seletiva como prioridade em todos os municípios!

- Enquetes existem dos mais variados temas, níveis e propósitos.

Enquetes podem ser com questões objetivas, de múltipla-escolha, podem até deixar espaço para comentários.

Como gênero jornalístico explicativo, cabe ao profissional a transmissão do significado geral daquele resultado. Trazer para a reflexão o histórico e motivo geral e as implicações que aquele resultado traz.

 

Retrospectiva e Cronologia

Retrospectiva é uma palavra relativa ao passado, aqui são lembranças dos fatos que foram noticiados em determinado momento.

“Relato de uma série de uma série de acontecimentos decorridos sobre certo período. Processo pelo qual as sequencias de uma narrativa a fatos anteriores são intercalados na ação presente”. (Larousse Cultural, 1992)

Todo final de dezembro jornais fazem uma retrospectiva dos fatos de maior relevância na sociedade - política, social, cultural, educativa, na saúde, meio ambiente etc.  Nesses programas os jornalistas fazem vista ou análise daqueles fatos.

A Cronologia é a ciência dos tempos e das datas dos acontecimentos históricos. Bonito, né? O jornalista faria a leitura interpretativa da ordem e datas destes acontecimentos.

Tarja preta para sinalizar o final do artigo. Foto de rosto da autora do artigo: Bianca Piquet. Mulher Branca, cabelos longos, volumosos, lisos. Cabelos e olhos castanhos. Sorri. A imagem contém ícones de ícones ilustrativos de curtidas-interação. - arte canva

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Bianca Piquet

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